BLUR - PARTE 2

O integrante mais velho do Blur é o baterista Dave Rowntree, nascido em 8 de maio de 1964 em Colchester, Inglaterra.

Seu ouvido musical veio de família. Seu pai, durante 40 anos foi engenheiro de som da British Broadcast Company (a BBC), e sua mãe uma pianista que tocava na orquestra de Londres. Apesar da vontade dos pais (que queriam que o filho aprendesse a tocar gaita de foles), desde pequeno Dave era apaixonado pela bateria e fez pé firme para aprender a tocar o instrumento.


Fora a bateria, ele estudava jazz com o Sr. Coxon aos sábados de manhã, o que acabou por aproximá-lo de seu filho, Graham.


Antes de se tornar um músico profissional, Dave trabalhou como Engenheiro de Informática, após ter acabado a Universidade da Ciência do Computador, e ainda tocou com Graham em vários grupos de Colchester, dentre eles Hazel Dean e The Carpets Eaters From Hell. Fora isso, viveu um tempo na França, onde tocou em casas noturnas, mas sem grande reconhecimento.


Em 1968, no dia 21 de novembro, Steven Alexander James, nascia no Hospital de Boscombe. Criado em Bournemouth, Inglaterra, ele sempre viveu com os pais, uma trabalhadora voluntária e um vendedor de caminhões, mas quando a avó de Alex faleceu, ele e a família foram obrigados a se mudar pro outro lado da cidade.


Separado dos amigos que já tinha por ali, Alex decidiu dedicar-se mais aos estudos e tornou-se um típico CDF. Seu conhecimento musical, porém, era limitado. Chegou até mesmo a ser expulso das aulas de música no primário por sua total falta de jeito. Porém, parecia que o destino tramava em seu favor, pois aos 11 anos Alex ganhou um piano e foi ficando cada vez mais interessado em música, passando também a alimentar o desejo de ter um teclado, porém, terminou arranjando um baixo Fender, comprado mais por ser um acessório na moda do que como instrumento.


Independente disso, ele aprendeu a tocá-lo e ingressou em algumas bandas, a primeira delas chamava-se The Age of Consent. A banda levava esse nome porque o New Order tinha uma música com esse nome e desde aquela época, Alex já era um grande fã da banda.


Antes de entrar na faculdade, Alex teve uma vida profissional bastante agitada. Trabalhou em vendas, numa estação nuclear de Winfrith e também já foi jogador de futebol profissional, tendo sido reserva do Southampton, mas nem por isso se esqueceu de tocar, já que no ínterim teve outro grupo, chamado Mr. Pang’s Big Bangs, que também não foi pra frente.


Com a intenção de estudar francês, Alex ingressou na Universidade de Goldsmith, e logo no primeiro dia de aula conheceu Graham Coxon.

BLUR - PARTE 3

Na faculdade, Graham tinha um grupo com o nome Circus, então formado por Damon Albarn, Dave Rowntree e outros dois membros. Algum tempo depois, ficando a banda reduzida a apenas Graham, Damon e Dave, e sabendo que Alex tinha um baixo, mesmo que não soubesse tocar muito bem, Damon convidou-o para entrar no grupo.


Alex aceitou e depois de alguns meses, mais precisamente em 1988, inspirado num personagem de J.D. Salinger, Seymour Glass (do livro “Seymour: An Introduction”), Damon sugere que o nome da banda seja mudado para “Seymour”. Então, veio a decisão mais séria que eles tomariam: desistem, ao mesmo tempo, de seus respectivos cursos universitários para dedicarem somente à banda.

Logo, eles passaram a ser caracterizados por um som rápido e insano, com pegadas de punk e influências do The Kinks.


Algumas músicas feitas nessa época chegaram a ser lançadas como B-sides posteriormente, como por exemplo: “Shimmer”, “Tell Me, Tell Me”, “Mixed Up”, “Fried”, “Long Legged” e “Dizzy”.


Com esse repertório, a banda Seymour passou a fazer vários shows em Londres e seus arredores. Devido a seu grande talento e diversidade, não demorou que o quarteto chamasse a atenção de gravadoras. E eles assinaram com a Food Records, que fez uma curiosa exigência ao grupo: Eles teriam que trocar de nome.


E como se não fosse o bastante, ainda apresentaram uma lista com as opções. Para não perder a oportunidade, não ficaram tendo crises existenciais, aceitando logo a proposta e dentre todos os nomes da lista, optam por Blur, que em português significa obscuro.

Sob esse nome, o grupo lança seu primeiro single: “She’s So High”, em outubro de 1990, mas seria somente em meados de 1991, que um single da banda faria sucesso de verdade, e este foi “There’s No Other Way”, que chegou inclusive a ter versões americana e japonesa. Com isso, a banda começa a trabalhar com o renomado produtor dos Smiths e Morrissey, Stephen Street.


Já em agosto de 1991, finalmente chega às lojas o primeiro disco do Blur, Leisure, que logo de cara invadiu a parada britânica dos dez mais vendidos, ocupando a sétima posição durante semanas. Foi o suficiente para que a banda ganhasse todo o destaque que merecia.

BLUR - PARTE 4

Entrevistas, fotos e muitos, mas muitos shows. Passam meses na estrada e outros tantos em estúdio, e quase dois anos depois é lançado Modern Life Is Rubbish, cujo título foi tirado de um grafite em Londres. Esse disco marcou uma grande mudança na direção musical do Blur, embora haja discordância quanto ao estilo adotado, pode-se afirmar com clareza que continuava um trabalho de excelente qualidade.


Vale também ressaltar que as transformações, não aconteceram apenas no som, mas também nas letras, cuja influência pop estava muito mais presente.

Passado algum tempo, e em abril de 1994 chegou, com Parklife, o disco que rendeu ao Blur nada menos do que cinco Brit Awards. Esses prêmios serviram para mostrar ao mundo do que o Blur era capaz.


Parado na primeira posição da parada britânica, Parklife vendeu milhões de cópias por todo o mundo, foi algo tão grandioso que o vocalista Damon Albarn chegou a declarar que até mesmo as donas de casa deveriam estar comprando seus álbuns.


Uma curiosidade, é que pela primeira vez, Graham tocou saxofone num disco da banda. Mas nem tudo era alegria. O Blur estava começando a se acostumar com o sucesso, mas ainda não havia sofrido os “contras” do mesmo. E foi exatamente neste período que a banda quase chegou ao fim.


Durante uma viagem pela Itália, o guitarrista Graham, devido a problemas com álcool, recusou-se a aparecer em shows de TV, e consequentemente foram canceladas dezenas de apresentações pela Europa.


Um ano e meio depois, enquanto Parklife ainda era assunto, a gravadora resolveu lançar outro álbum, que recebeu o nome de The Great Escape. Os críticos, e a própria banda, consideraram o disco abaixo da média. Mas a gravadora argumentava que o grupo precisava de novas músicas para a turnê gigantesca que estava fazendo naquele momento.


Na mesma época, o Blur ainda se envolveu numa briga de fazer gosto com o pessoal do Oasis, onde as alfinetadas eram realmente ofensivas: “O baixista e o vocalista, eu espero que os dois peguem AIDS e morram; porque eu os odeio!” – Noel Gallagher.


Por outro lado, o Blur respondeu com um pouco mais de classe: “Acho que vou com uma camiseta do Oasis no Top of The Pops”. – Alex James.


Tamanha era a repercussão, que o Blur passou até a dar menos entrevistas, pois os desentendimentos com o Oasis acabavam sempre vindo à tona. Em meio ao tiroteio, porém, The Great Escape ainda atingiu o numero 1 na parada e vendeu mais de um milhão de cópias.

BLUR - PARTE 5

Depois de merecidas férias, durante as quais a banda teve a chance de se recuperar. Entraram numa fase de harmonia, Graham havia parado de beber e logo entraram no estúdio para gravar o quinto disco de sua carreira. Tanto a imprensa como os fãs esperavam uma mudança “das grandes” no estilo musical da banda.


Por ser o quinto disco, ele quase recebeu o nome de “Five”, mas o grupo rapidamente mudou de idéia quando Lenny Kravitz lançou um disco com o mesmíssimo nome algumas semanas antes deles. No final das contas, o álbum recebeu o singelo nome de... Blur.


Lançado em fevereiro de 1997, parecia até que era o primeiro álbum da banda, e que o incrível sucesso alcançado por ele era novo e puro. Nele, está a mais famosa canção do Blur, o hit “Song 2”, que foi tocado exaustivamente nas rádios. Por causa dele, a legião de fãs da banda quase dobrou, o que despertou como era de se esperar, a ira dos fãs mais antigos.


E não parou por aí, “Song 2” ainda deu muito que falar. A faixa foi incluída em infinitas trilhas sonoras, como no game FIFA 98, por exemplo, e até mesmo as forças armadas americanas queriam comprar a música para lançar seu novo bombardeiro.


Uma última nota interessante, é que Blur foi o último álbum produzido por Stephen Street, que daria lugar a William Orbit, o produtor do disco Ray of Light, de Madonna.


Por causa da mudança de produtor e de vários outros fatores, especulou-se que o álbum seguinte viria carregado de “techno” como várias bandas da mesma época fizeram. Ledo engano. O álbum 13, lançado em março de 1999, possui baladas, como “Tender”, mas há também várias faixas repletas de distorções como “Bugman” e “Trimm Trabb”, além claro, da famosíssima “Coffee & TV”, onde Graham ataca de vocalista, e o seu clipe premiadíssimo da caixinha de leite.


Uma curiosidade sobre esse disco, é que a capa, é um detalhe de uma pintura de Graham Coxon, devidamente modificada no Photoshop. Aliás, no mesmo ano, a banda gravou uma música para ser tocada na primeira sonda em Marte, “Beagle 2”.


O final de 1999, os anos de 2000, 2001 e o primeiro semestre de 2002 não foram exatamente produtivos. Nesse espaço de tempo, a banda só lançou uma música inédita, chamada “Music Is My Radar”, que aparece como a última faixa da coletânea The Best Of, lançada em 2000.


No segundo semestre de 2002, quando a banda se preparava para dar início às gravações de seu álbum de numero sete, uma noticia caiu como um balde de água fria na cabeça da mídia e dos fãs. Depois de mais de uma década com o grupo, que inclusive ajudou a fundar, o guitarrista Graham Coxon abandona o Blur por motivos que até hoje não foram totalmente esclarecidos.

BLUR - PARTE 6

Entre todas as incertezas, o sétimo álbum acaba sendo lançado em 2003, sob o nom de Think Tank, e o Blur chama o Simon Tong, ex-The Verve, para tocar na turnê do disco. Neste álbum, a falta de Coxon é claramente percebida. Mas há também uma mistura do Blur antigo, meio alegre, com os projetos paralelos de Damon aparecendo aqui e ali, como no single “Out of Time”, que quase faz parecer uma das musicas do Gorillaz.

Sobre esse disco, Albarn o defendia dizendo: “Por mais que o Blur traga elementos diferentes em seu som, é sempre Blur; é assim que sempre vai ser. Não há surpresa”.


Think Tank foi gravado em dois lugares, num estúdio em Londres e depois finalizado no Marrocos, na intenção de adicionar ao disco um pouco da música regional árabe (norte-africana). Quem produziu o disco foi o próprio Blur, em parceria com Ben Hillier, do The Neptunes, exceto por duas faixas que ficaram ao encargo de Norman Cook, melhor conhecido como Fatboy Slim.


Damon ainda dizia sobre Think Tank, que era um disco cheio de canções de amor politizadas. E explicava que as músicas tentavam redefinir o que era o “amor” em meio ao caos dos tempos modernos, as expressões sobre amor poderem deixar as coisas um pouco melhores, como na música “Battery In Your Leg”, que ficou marcada por ser a última participação no Blur.


Em dezembro de 2008, Damon disse que o Blur poderia se reunir em 2009 para alguns shows no Hyde Park. E foi exatamente o que aconteceu, inclusive, virando o disco ao vivo, intitulado “All The People... Blur: Live In Hyde Park”, gravado em julho e lançado em agosto.



Aliás, em junho do mesmo ano, foi lançada outra coletânea, chamada “Midlife: A Beginners Guide to Blur”, que foi definida por Damon Albarn como algo para que as pessoas mais jovens saibam quem eles são.


Já em 2010, no mês de abril, a banda lançou seu primeiro single inédito desde 2003, chamado “Fool’s Day”, e em dezembro, lançou o documentário “No Distance Left to Run”, que foi indicado como Best Long Form Music Video ao Grammy 2011.


Se a banda vai lançar alguma coisa em 2011, fica a dúvida. Afinal, se tratando de Blur, a única coisa certa, é que não tem nada certo.


That’s all, folks!

BAD LIEUTENANT

Não, não é o filme do Abel Ferrara. Mas tem relação. Bad Lieutenant é a nova banda dos membros fundadores do Joy Division. Com as diferenças irreonciliáveis entre Bernard Sumner e Peter Hook e por consequência, o fim do New Order; Sumner montou com Phil Cunningham e Stephen Morris a banda Bad Lieutenant. Os graves, como já foi noticiado aqui anteriormente, ficaram por conta de Alex James, do Blur.

Mas ao contrário do que pode se pensar, o som não soa exatamente igual ao do New Order. Talvez uma música ou outra nos faça lembrar o Republic, de 1993, ou o Get Ready, de 2001. Aliás, mais o segundo do que o primeiro, porque foi onde o New Order investiu mais em guitarras.

Never Cry Another Tear, lançado em 2009; não gastou milhões de dólares, mas levou pouco mais de dois anos pra ser gravado. Mas nem por isso tem uma superprodução ou músicas megalomaníacas. Ou seja, definitivamente, dominar o mundo não é o objetivo do Bad Lieutenant.

Mas uma coisa é certa. O que Bernard está tentando fazer com esse novo projeto, é preencher a falta que o New Order fará à música mundial. Afinal, Sumner tem uma experiência musical invejável, e ele não pode deixar tudo isso no passado, como lembrança.

Sink Or Swim, Twist Of Fate, Dynamo, This Is Home, e Summer Days são ótimas músicas e de qualidade inquestionável. Talvez o grande problema tenha sido a expectativa que se criou sobre esse disco, pois esperavam uma sonoridade mais parecida com o que Sumner, Cunningham e Morris já vinham fazendo nos ultimos discos do New Order.

E o trio decidiu partir pra outro caminho, apostando mais em solos de guitarra, em uma bateria não-eletrônica, bases carregadas em violão e vocais mais suaves.

Enfim, o disco é basicamente de música pop. Mas no bom sentido da palavra. Aquele pop que faz quem ouve se sentir bem, em paz consigo mesmo.

Caso tu te interesse e queira baixar o disco, basta clicar aqui em download. Aqui embaixo tu pode ver o clipe do primeiro single, Sink Or Swim.



That's all, folks!

CRIANÇAS E O SEU COMPORTAMENTO NA INTERNET

Primeiro item: Sabe aquelas crianças que mal tiraram os fiapos da fralda da bunda e já acham que são adolescentes super maduros e descolados? E parece que todas essas crianças adotam o mesmo estilo pra seguir: O estilo tosco. Sim, aquele, que usa aquele cabelo moicano achando que ta abafando geral e pior. Usa calça skinny. É um problema? Depende. Quando você usa com um Crocs ou um Nike Shox, sim. Quando você gosta de rock e usa com um All Star, não. Mas a segunda opção geralmente é aplicada com pessoas de 17 anos ou mais.


Mas voltando ao guri de Crocs e moicano em questão: Acontecem dois fenômenos na vida dele. Primeiro, ele ganha uma câmera digital. E isso vai nos remeter a outros comportamentos esquisitos, que depois eu vou falar sobre. Mas o segundo; que acontece quase que de imediato em relação ao primeiro é: Ele tirar fotos escrotas em casa mesmo pra colocar no álbum do Orkut. Geralmente são fotos com caretas feias, fazendo hang-loose, que, aliás, devia se chamar hang-loser, ou então com a língua de fora e por aí vai.


Embora, a situação possa piorar um pouco, porque esse tipo de pseudoadolescente pode estar começando a fazer academia. E ele, e somente ele, acha que já está tendo mudanças em seu corpo, aí é que vem a desgraça. Ele tira fotos sem camisa pra colocar no perfil e consequentemente no álbum.


Depois, acontece outro fenômeno. Ele começa a sair à “noite” pra rua. Ele vai voltar meia-noite pra casa, mas tudo bem. O que importa é que das 8 até à 0h, ele vai ter muito tempo pra tirar aquelas fotos descoladas. Com duas gurias menores do que ele o beijando, uma em cada lado do rosto, fazendo, aliás, com que ele se sinta “o pica das galáxias”. E como se não fosse o bastante, ele vai criar todo um álbum com essas fotos, e o nome é que vai ser o pior. Na maioria das vezes é algo como: “Noitadas”, “baladas”, “p-p-p-p-p-parties” e se for uma guria e ela for fã da Miley Cyrus esse álbum vai se chamar “Party in the USA”. Acredite, isso existe.


Segundo item: É bem raro hoje em dia uma criança ter tataravós, mas ainda há casos. E geralmente essas senhoras e senhores, se não passam, já estão quase chegando aos 100 anos, e geralmente ficam quase sozinhos em seus quartos, quando muito aos cuidados de uma empregada. O que é uma situação bem triste, como se o fim da vida já não fosse. Mas o assunto não é esse. A questão é: Esses pseudoadolescentes, enquanto seus tataravôs estão vivos, mal-e-mal os fazem uma visita, mas quando eles morrem, aí fazem questão de colocar uma foto no álbum do Orkut e colocar de legenda: "Saudade eterna". Saudade eterna? Meu ovo! Teve todo o tempo do mundo pra ver e agora tá com saudade? Ou quer só mostrar pros amiguinhos que tinha uma tataravó? Coisa mais feia isso. Eu hein.


Terceiro item: E talvez o mais importante, porque esse mesmo adolescente fútil dos dois primeiros itens, ele cresce. Bom, não exatamente. Geralmente é mais no tamanho do que na cabeça, mas mesmo assim eles acham que evoluíram, tudo porque largaram o Exaltasamba e o Restart e agora estão ouvindo Zeca Pagodinho e O Teatro Mágico. Mas a pior parte não é essa. O problema é que eles já acham que sabem de tudo da vida e começam a dar conselhos sobre tudo, principalmente no twitter.


No mais, são basicamente aqueles clichês horrorosos, do tipo: “Não podemos depender de ninguém a não ser de nós mesmos” e todos aqueles mimimis. A propósito, essas pessoas gostam também de mostrar quão sozinhas e depressivas elas são. Pois ficam reclamando aos quatro cantos do mundo que não tem amigos a não serem os virtuais, que nunca tem companhia pra sair de casa e tudo mais.


Além claro, de ficarem postando o quão viciadas são em uma musica, porque sentem nostalgia e blá. Mas só pra constar: Se tu tem 16 anos e é da geração calça colorida, não tem como tu sentir nostalgia de nada, nada.


A propósito, tem uma palavra que esse povo adora: Ansiedade. Mas não escrita assim, de forma correta. Essas gurias sempre mandam um anciedade. Assim mesmo, com C.


Aliás, o twitter deixou de ser um microblog onde as pessoas se limitavam a postar o que estavam fazendo ou suas singelas opiniões. Porque hoje em dia, mais importante do que ter seguidores, o que, diga-se de passagem, é um pensamento supérfluo. Afinal, é meio chavão, mas, é preferível ter 400 seguidores que tenham um mínimo de conteúdo ao invés de 1200 que tudo o que eles sabem foi o que o Eduardo Surita comeu no café da manhã; o grande problema é o tal do RT.


E mais uma vez, eu vou explicar: Há muito tempo atrás, num passado distante, os RTs eram feitos de modo manual, o que quase excluía a possibilidade de você saber quantas pessoas copiaram o que você disse. Até dava pra ver pelas mentions, mas se era muita gente, contar tudo isso era um exercício desnecessário e cansativo.


Até que o Sr. Twitter criou um botão de retweet. E foi aí que a coisa descambou, porque tudo o que as pessoas, não todas, mas a maioria dessas gurias sabe fazer, ou é criar um perfil pseudodescolado pra ficar postando frases clichês de coisas que todo mundo já sabe; ou aquelas gurias dos conselhos que copiam tudo isso, porque o grande exemplo de pessoa descolada e popular que elas tem são essas gurias que ganham milhares de RTs e seguidores todos os dias.


E é claro que não podemos esquecer que a maioria dessas frases termina em: “Porque olha”, “Tem que ver isso aí” e outras coisas nesse sentido que tu provavelmente já deve ter visto.


That’s all, folks!

 

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