KATY PERRY

Embora seja uma cantora nova no mainstream e só tenha um disco, que por sinal foi e ainda é muito bem vendido, Katy Perry já está em atividade desde o começo da década, mais precisamente, 2001.

Katy que é filha de pastores, cantava em igrejas e no mesmo ano de 2001, chegou a lançar um disco (pasmem!) gospel sob o nome de Katy Hudson. Já como Perry ela chegou a gravar dois discos antes do sucesso One Of The Boys, entitulados The Matrix e (A) Katy Perry, entretanto, esses discos foram cancelados.

Já o trabalho que impulsionou a cantora a níveis internacionais tanto fabricaram grandes hits fundamentais pra carreira de Katy quanto a cercaram de controvérsias e questionamentos, como no maior sucesso dela, I Kissed A Girl, onde a sexualidade de Perry chegou a ser colocada em xeque. Além do fato de a comunidade LGBT reprovar a música, pois segundo os mesmos, Katy apenas a escreveu para enriquecer e não a favor de uma causa.

Ur So Gay também é outra das músicas de sucesso da cantora. Katy já havia lançado o disco e as vendas iam de um modo bem regular, até que Madonna disse numa entrevista que uma das cantoras que ela estava ouvindo bastante era Perry e a música era essa.

Que Katy é uma boa cantora, tem uma boa voz e boas músicas é inegável. Mas sem dúvida ela perdeu um pouco de sua popularidade ao entrar em conflito com a inglesa Lily Allen, quando disse ser "uma versão mais magra" da mesma.

Isso acarretou numa série de farpas trocadas em público, e em algumas oportunidades as alfinetadas eram realmente ofensivas, como quando Allen foi perguntada sobre o que foi dito por Perry pela primeira vez e a resposta foi essa: "Acontece que eu sei que ela é uma cópia minha norte-americana. Ela foi assinada pelo meu selo nos Estados Unidos de um jeito meio que 'precisamos achar alguém controverso como Lily Allen', e acharam ela, mas suas músicas são estúpidas. Quando a conheci fiquei meio tensa. Certa vez pediram para ela se descrever e ela disse: 'sou uma versão mais gorda da Amy Winehouse e mais magra da Lily Allen'. Você não é inglesa e nem escreve suas próprias músicas. Cale a boca"

Perry ainda tentou se desculpar com Allen algum tempo depois dizendo: "Sim, eu fiz uma piada sobre Lily. Mas era só uma brincadeira, tentei ser engraçada", porém, Lily não parece ter aceito e ameaçou tornar público o telefone de Katy, dizendo que alguém havia "lhe feito o favor" e não exitaria em o fazer se Katy não parasse.

Em relação a parte visual, as referências de Pin-Ups é gritante, além de outros elementos visuais e personalidades de décadas passadas como Elvis, Freddie Mercury e até mesmo Minnie Mouse.

Já no estilo musical, Katy viaja e varia do pop sensual e grudento e chega até o rock, ou bem perto disso, como pode ser visto em faixas como Waking Up In Vegas e One Of The Boys, que tem pegadas rápidas e guitarras bem distorcidas, o que é completamente diferente em outras, como Hot N' Cold, que tem uma pegada bem power-pop.

É provável que a cantora lance alguma coisa nova agora em 2010, sendo assim, resta esperar pra ver o que vai sair, pode ser que seja bom, ou não.

That's all, folks!

SKID ROW

Na primeira vez que uma pessoa é apresentada ao Skid Row ela diz: É o Guns N' Roses? E de fato a comparação tem fundamento, pois Sebastian Bach sempre rasgou uma seda pro Axl Rose e faz questão de parecer com seu ídolo.

Embora as duas bandas venham praticamente da mesma época, o Guns N' Roses se tornou muito maior porque era mais comercial e foi se moldando pra ficar assim ao longo do fim dos anos 80 e sobretudo no início dos 90.

Pois bem, chega de comparações, alusões e afins, o assunto hoje é especificamente o Skid Row, que na sua fase áurea contava com Sebastian Bach no vocal, Dave "Snake" Sabo e Scott Hill nas guitarras, Rachel Bolan no baixo e Rob Affuso na bateria.

O primeiro disco da banda, entitulado com o singelo nome de Skid Row foi lançado em 1989 e traz musicas fundamentais pra carreira da banda como I Remember You, 18 and Life e Youth Gone Wild.

Dois anos depois, a banda lança Slave to the Grind, que seria o divisor de águas na carreira da banda, com ótimas musicas como Monkey Business, Quicksand Jesus, Slave to the Grind, Wasted Time e a paulada In a Darkened Room. Inclusive, outro fato que chama a atenção para esse disco, foi o fato dele ter sido o primeiro álbum de metal a estrear no topo na parada da Billboard.

Mas sem sombra de dúvidas, um disco fundamental a ser ouvido, pra quem quer gostar mesmo da banda, é o 40 Seasons: The Best Of Skid Row, tem quase tudo o que a banda havia produzido de melhor ao longo da carreira, não fosse por um simples fato de que músicas como Wasted Time e In A Darkened Room foram simplesmente deixadas de fora, ignoradas como se fossem músicas simples.

Nada que tu não possa unir essas duas músicas à playlist do disco no teu computador. É altamente recomendável, hard rock de qualidade, mesmo!

Ah sim, quanto ao Skid Row hoje? Volta e meia eles fazem shows, lançam um trabalho aqui ou ali, estão com um cara chamado Johnny Solinger no vocal. Particularmente, não posso dizer se é bom ou ruim, não me dei ao trabalho de ouvir os novos discos da banda com ele no vocal, simplesmente porque não me deu vontade. Skid Row é com Sebastian Bach e ponto final.

That's all, folks!

MÓVEIS COLONIAIS DE ACAJU

Embora pareça nome de loja de móveis especializada em um segmento, os “Móveis Coloniais de Acaju” são uma banda de rock alternativo, que traz na sua influencia e no seu som, pegadas de ska e até mesmo jazz.

Algumas caracteristicas da banda são muito peculiares, como por exemplo, ter vários instrumentos de sopro no som. Não que outras bandas como o Los Hermanos usem desse artificio, a diferença é que no Móveis, esses músicos são parte da banda e não apenas músicos de apoio.

A banda nasceu em 1998 mas foi gravar seu primeiro disco apenas 7 anos depois, em 2005, chamado Idem, que traz músicas alegres, e em algumas situações, dançantes. Já em 2009, eles lançaram C_mpl_te, que soa mais doce e que em partes, tem suas responsabilidades no fato da banda ter tido uma grande ascenção.

Nesse novo disco, músicas como “O Tempo” que foi tocada no VMB desse ano dão o tom do trabalho da banda.

Entretanto, há uma observação a se fazer: Se tu te interessar, não vá ouvir a banda pensando que eles fazem um som novo, diferente de tudo o que já foi feito. Não, eles fazem o chamado “mais do mesmo”, uma coisa entre o Vanguart e o Los Hermanos, entre os Kaiser Chiefs e os Arctic Monkeys.

Mas um fato é inegável, eles são uma das gratas revelações não só do conceito chamado de rock, mas da música brasileira de um modo geral nos últimos tempos. Aliás, precisamos de mais Móveis e Vanguarts e menos Cines e Restarts.

That’s all, folks!

THE WHO

Que o The Who é a segunda melhor banda de todos os tempos, pouca gente sabe, que eles eram melhores que os Beatles e os Rolling Stones juntos, pouca gente sabe. Mas todo mundo que conhece um mínimo de rock, sabe que John Entwistle foi um exímio baixista e que Keith Moon foi o baterista mais insano de todos os tempos.

O album que será indicado pra você hoje, é o A Quick One, lançado em 1966, que começa com Run, Run, Run, um rock n’ roll dos anos 60 em sua forma mais pura. Em seguida, Boris The Spider, que tem um riff simples e repetitivo no baixo de John, porém, é grudante também. Tanto é, que depois que tu ouve, demora algum tempo pra esquecer... se esquecer.

Na sequência, temos o que pra muitos é a melhor música de todo o disco, I Need You, que, teóricamente, era pra ser uma música romântica. E de fato é, mas na instrumentação da banda, a idéia que passa, é que a insanidade de Keith Moon foi passada pro resto da banda, tornando o refrão pesado e forte, embora não tenha distorções na guitarra, sendo que, o que dá o peso citado, é a bateria.

A frente, temos Whiskey Man e Heat Wave. A primeira soa baixa e grave, já Heat Wave é alegre, pra cima, com notas altas e batidas alegres.

Já Cobwebs And Strange é um instrumental de sopros, bateria e guitarra. Aliás, quem fazia a parte de instrumentos de sopro no Who era o baixista e multi-talentoso John Entwistle. Agora, o destaque nessa música, de novo, é a bateria de Keith, que entre um momento e outro entra solando e quebrando tudo, numa velocidade inquietante.

O certo seria separar apenas os destaques do disco e encurtar o review. Porém, há algo que impede que isso seja feito. O fato do álbum inteiro ser bom, o fato de todas as músicas terem seu devido destaque, como Don’t Look Away e See My Way, que tem a mesma “onda” de Heat Wave.

So Sad About Us também é outra grande música desse disco. O riff de guitarra e os versos, do modo que são cantados, aliados a voz de Roger Daltrey, fazem a música soar como um clássico dos anos 60, o que de fato é.

Nas três faixas seguintes, temos os momentos mais ‘divertidos’ do disco, com Batman (Sim, o tema do Homem Morcego), Bucket T, que faz a gente entender outra coisa, mas isso é assunto pra outra hora e... um cover dos Beach Boys, Barbara Ann.

Inclusive, muita gente não faz idéia, mas Keith Moon tinha depressão e, quando seus amigos do The Who queriam animá-lo, eles colocavam Barbara Ann pra tocar, e conseguiam. Aliás, Keith Moon gostava tanto dos Beach Boys que foi ele quem pediu pra que essa música fosse incluida no disco.

Assim como So Sad About Us, Disguises soa como um clássico dos anos 60. Mas há algumas peculiaridades nessa música, como o uso de ruidos, barulhos e afins. Além, do baixo pesadíssimo de John nessa faixa, além dos riffs de guitarra de Pete Townshend, que embora sejam na sua maioria simples de executar, são cativantes.

Ainda há no disco grandes faixas, como Doctor Doctor, I’ve Been Away, In The City, Happy Jack e Man With The Money, que assim como as outras, merecem toda a sua atenção.

E fechando o disco, que inclusive, tem 20 faixas, uma regravação, mixada com nada menos do que Land Of Hope And Glory. Sim, o hino da Inglaterra. Aos mais fanáticos pelo Who, como eu, são dois hinos numa música só.

Explico: My Generation é o hino do The Who, e se Land Of Hope And Glory é o hino da Inglaterra, logo…

That’s all, folks!

THE TING TINGS

Quando se ouve falar no Ting Tings, logo vem aquela imagem de The White Stripes na cabeça. Por quê? Um cara e uma guria, uma dupla, que toca indie rock. Por que pensar de outra maneira, não é verdade?

Bom, no White Stripes quem canta é o cara, o Jack White, no Ting Tings, é a mulher, no caso, Katie White. E ao contrário dos irmãos/casal (?) White, que já são consagrados e já extrapolaram os limites do indie rock e são bem respeitados no meio do rock, o Ting Tings é uma banda iniciante, mas que já começa a ter o respeito de grandes bandas.

A banda ainda tem um album apenas, o We Started Nothing, que sem sombra de duvida é sucesso de publico e crítica. E por razões óbvias, boas músicas e singles melhores ainda. Aliás, as músicas de trabalho desse disco são absurdamente chicletes, daqueles pops que não saem da sua cabeça.

Começando pela música que abre o disco, Great DJ, que provavelmente foi a música que começou a abrir portas pra banda. Trazendo um riff de guitarra cru e um baixo repetitivo, fez a cabeça de muitos indiezinhos ao redor do mundo.

Parando na faixa 2 temos outra música de sucesso. Aliás, talvez That’s Not My Name dispute páreo a páreo com We Walk o posto de “musica de maior sucesso do Ting Tings”. Aqui, a música ainda é mais pop, com uma batida dançante e versos cantados de um modo... diferente, por assim dizer. Sem contar que a voz de Katie White tem algo, sobretudo nessa faixa, que cativa quem ouve.

Pulando pra 5, acabamos em Shut Up and Let Me Go, que é presença obrigatória em 99% das playlists de baladas indies. Soa pop como as duas primeiras, ou... exemplificando melhor, soa mais pop que a primeira e menos que a segunda. A fórmula é a mesma, baixo repetitivo e riff cru na guitarra.

Outra caracteristica não só do Ting Tings, mas de bandas semelhantes, é que o chimbal trabalha muito, dando puxadas, em alguns momentos, fazendo soar como música eletrônica, o que, aliás, torna as músicas ainda mais dançantes.

E fechando o review sobre o Ting Tings, We Walk, que começa com um piano cisudo, sério, mas depois a música começa a tomar as batidas e formas que tornaram a banda famosa. Ainda assim, a música é levada no piano, que toma conta dos graves e carrega a música até o final, seja no refrão, seja no verso.

O álbum é altamente recomendável à compra e, caso você não tenha verba no momento, baixe-o. O disco só tem 10 músicas e nem vai pesar muito no teu HD.

That’s all, folks!

TITÃS

Antes de qualquer coisa, os Titãs não são "a melhor banda de todos os tempos da última semana", qualquer pessoa que entenda um pouco de rock nacional, depois de ouvir, pelo menos o MTV Ao Vivo da banda, vai constatar que a banda é uma das melhores que o rock nacional já produziu.

O Titãs, além dos que ficaram como Paulo Miklos, Sérgio Britto, Branco Mello, Toni Belloto e Charles Gavin, já teve outros nomes consagrados em seu line-up como Arnaldo Antunes e Nando Reis.

O disco que a gente vai te falar hoje, foi gravado e lançado em 2005, tendo sido gravado na Fortaleza de São José da Ponta Grossa em Florianópolis, Santa Catarina.

Branco Mello
toca baixo em algumas músicas além de cantar, mais na maior parte do show a banda trabalha com músicos adicionais, que são Emerson Villani que segura as bases na guitarra pra Toni Belloto poder deitar e solar. Já no baixo, na maioria das faixas quem faz as quatro cordas é Lee Marucci, que já tocou com nomes de peso como Mutantes, Rádio Taxi, e como músico de apoio de Rita Lee e de um ex-Titã, Nando Reis.

O disco, além de trazer sucessos antigos como Cabeça Dinossauro, Lugar Nenhum, Flores, Epitáfio e AA UU, trouxe três canções inéditas, que foram: O Inferno São Os Outros, Anjo Exterminador e Vossa Excelência.

Inclusive, a ultima merece um destaque todo especial. Primeiramente, por ter sido lançada como single. Segundo, porque foi composta em meio a crise do mensalão. A letra, ataca os políticos brasileiros sem fazer cerimônia, com alcunhas realmente ofensivas, mas que se encaixam perfeitamente aos "senhores senadores" como filho da puta, bandido, corrupto e ladrão.

Ainda tem um cover do Raul Seixas, Aluga-se, que... você provávelmente já cantou em algum momento da sua vida, sobretudo a parte que diz: "Nós não vamo pagar nada". Inclusive, essa música está presente no disco "As 10 mais" de 1999. E ainda falando em regravações, há também uma de "O Portão" de Roberto Carlos.

O show tem uns momentos bem pauleiras, como a já citada Cabeça Dinossauro, o clássico Polícia e Vamos Ao Trabalho. O que não significa que o show não tenha tido seus momentos baladinha pra descansar, com a romântica Enquanto Houver Sol e a belíssima e reflexiva Epitáfio.

No mais, é um dos melhores, ou, quem sabe... o melhor MTV Ao Vivo já produzido. É um CD altamente recomendável ao download e até mesmo à compra.

○ Nota: Atualmente, Branco Mello assumiu definitivamente o baixo e Paulo Miklos a guitarra base, o que significa que a banda não utiliza mais músicos de apoio.

Em tempo, é provável que essa semana eu faça mais uns dois ou três reviews de discos desse segmento, produzidos pela MTV, que inclusive, são sempre muito bons.

That's all, folks!

NOTICIA - AEROSMITH

O Aerosmith pode estar perto do seu fim. Segundo fontes, estariam havendo alguns desconfortos entre o vocalista Steven Tyler e o restante da banda, o que, nos ultimos dias, tornou oficial a saída do vocalista do grupo.

Steven ainda disse que pretende trabalhar em coisas novas, só que sob o singelo nome de Steven Tyler, ou seja, nada que tenha algum tipo de relação com o Aerosmith.

A banda ainda reclama dos ataques de estrelismo do vocalista. Os rumores do fim da banda começaram a crescer ainda mais depois da queda do vocalista do palco em um show nos Estados Unidos.

No entanto, a banda comunicou em nota que não descarta a possibilidade de encontrar outro vocalista.

That's all, folks!
 

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