SUPERGRASS

No auge da 'Batalha do Britpop' entre Oasis e Blur, o Supergrass lançou seu primeiro disco, o I Should Coco, que logo de cara já deu à banda o seu maior hit. Alright, que tu provavelmente deve ter ouvido, até mesmo se foi assistindo 'As Patricinhas de Berverly Hills' tá valendo.

Bom, o conceito de britpop pode ser dividido entre a parte séria, tipo o já citado Oasis, o The Verve e o Stereophonics. Por outro lado, tem a parte divertida, de bandas como o também já citado Blur, o próprio Supergrass, e os herdeiros desse legado, como o Kaiser Chiefs.

A propósito, é sobre o I Should Coco que eu vou te contar um pouco mais. Então senta que lá vem história.

Ao apertar o play da tua vitrola, tu vai ouvir I'd Like To Know, que basicamente dita, não só o ritmo do disco, mas pelo menos dos três primeiros albuns da banda. Caught By The Fuzz segue a mesma linha. Basicamente, ela vai te fazer lembrar coisas do Blur entre 1991 e 1994.

Aliás, sobre fazer lembrar a banda de Damon Albarn e Graham Coxon, Mansize Rooter chega a ser um deboche. A melodia do piano remete à Sing, do disco Leisure, de 1991, e também parte da trilha sonora do excelente Trainspotting. Aliás, eu pretendo escrever sobre esse filme, só não sei quando, mas isso é assunto pra outro dia.

E finalmente, chegamos à melhor música do disco. Pode até parecer posismo, mas sem sombra de dúvidas, Alright é um dos hinos dos jovens felizes dos anos 90. Tinha também a parcela triste, que cortava os pulsos ao som das guitarras de Kurt Cobain, mas isso é com os americanos. Em relação à musica, vai dizer que se tu nunca cantou: 'We are young, we run green, keep our teeth nice and clean' ? É um clássico.

Lose It e Lenny mostram um lado mais pegado, quase post-punk. Por outro lado, buscando influência nos anso 60 também, na batida insana do Kinks, por exemplo.

Strange Ones também é bem divertida, cantada em coro pelos integrantes da banda. Se tem alguma outra banda que possa servir de referência, não pra comparação, mas... pra um certo entendimento, é o Weezer. Inclusive, a voz do Gaz Coombes tá bem parecida com a do Rivers Cuomo nessa faixa.

Sitting Up Straight começa aparentemente séria, com um piano intimista. Mas aí entra a guitarra e muda tudo, aliás, os versos do começo soam quase country. Já She's So Loose também soa séria, mas carregada à violão e bateria. Mas assim que Gaz entra, já tira esse aspecto. Pra tentar explicar isso, podemos dizer que ele faz parte de uma seleta lista de vocalistas que cantam de modo debochado, assim como Damon Albarn e Johnny Rotten, do PIL e Sex Pistols.

Pulando pra We're Not Supposed To, podemos dizer que, sem dúvidas, é a faixa mais estranha do disco. E isso é tudo.

A seguir, temos Time, que é de longe a mais rock n' roll, no melhor sentido da palavra. Aqui, Gaz Coombes e seus companheiros também bebem da fonte dos anos 60, mas agora puxando pro lado mais Beatle e Stone da coisa.

Sofa (Of My Lethargy) é a faixa mais longa do disco, e também a mais carregada, com um baixo bem pesado e órgãos ao fundo. E olha só que coincidência, a mais curta vem logo a seguir, e é também a que fecha o disco, e pior, a faixa se chama Time to Go, que em português quer dizer 'hora de ir'. Da série trocadalhos do carilho né?

Enfim, o disco é muito bom, da primeira à última faixa. Pode-se dizer que é um dos pilares do Britpop e do rock britânico de modo geral nos últimos 15 anos.

That's all, folks!

FICA A DICA DO NOEL GALLAGHER

QUERIDA MARY

É. Faz muito tempo que eu digo que toco em uma banda de rock mas nunca postei nada sobre aqui. Em todo caso, resolvi mostrar pra vocês o que eu faço de vez em quando.

Então, assistam aí. Querida Mary tocando I Bet You Look Good on the Dancefloor, do Arctic Monkeys. Pode ser que vocês gostem, ou não.



Só pra fins de informação, eu toco baixo.

Abraços efusivos.

That's all, folks!

BON JOVI

Ano passado o Bon Jovi lançou seu mais recente trabalho, entitulado The Circle. Diferentemente do anterior, Lost Highway, que tinha uma temática mais country, Jon Bon Jovi e sua turma resolveram voltar a fazer rock. A ideia é reforçada pelo guitarrista Richie Sambora:

"O disco leva a banda de volta ao Rock N' Roll. Haverá uns grandes refrões lá. Soa como Bon Jovi, mas soa suave também. Nós experimentamos com um monte de novos sons e gostamos muito de trabalhar com John Shanks, que também é um guitarrista muito bom; então ele e eu brincamos bastante com os sons de guitarra. Há vários sons de guitarra muito bons e novas atmosferas no novo álbum, que eu acho que o faz parecer realmente moderno"

O último trabalho nesse tom havia sido o Have a Nice Day, de 2005. No entanto, na comparação com o disco citado, The Circle soa mais incisivo, carregado, intimista, pesado e maduro. Nesse sentido, The Circle parece ter uma mensagem maior pra passar do que apenas divertir os fãs com músicas alegres.

A faixa de abertura, We Weren't Born to Follow já sintetiza bem isso. Fala sobre sempre seguir em frente, nunca abaixar a cabeça pra nada e se agarrar no que acredita. Outro destaque desse disco é Work For The Working Man. É paixão à primeira ouvida. E tem explicação. A linha de baixo inicial dessa música, somada com a batida da bateria, fazem pensar que é um remake, ou uma espécie de sequência do clássico Livin' On A Prayer, do Slippery When Wet, de 1986.

A modernidade a que Richie Sambora se refere é claramente percebida em todas as faixas do disco, sobretudo em Bullet, Thorn In My Side e Love's The Only Rule.

Em todo caso, é um disco bastante coerente no que a banda se propôs a apresentar para os seus fãs. Por outro lado, não é nenhum disco conceitual, no qual novos fãs serão feitos, mesmo que o disco tenha uma boa mensagem pra passar, como foi anteriormente dito.

Mas verdade seja dita, se a essa altura o Bon Jovi tiver de conquistar novos ouvintes, será com discos como Slippery When Wet, Keep The Faith, These Days, ou então; da fase moderna, Crush ou Bounce.

That's all, folks!

NOTICIA - SMASHING PUMPKINS VS PAVEMENT

Billy Corgan, líder do Smashing Pumpkins, ou do que restou dele foi bem taxativo ao dizer que caso encontre alguém do Pavement, um dos grupos mais cultuados da cena indie dos anos 90, com certeza haverá briga.

Essa rivalidade entre as duas bandas já existe desde 1994, quando o Pavement criticou os Pumpkins através da música Range Life. E como se não fosse o bastante, na mesma época, o guitarrista Scott Kannenberg, disse que o Smashing Pumpkins não era importante.

E o pior de tudo isso, é que a possibilidade de que haja uma briga é realmente grande, pois Pavement e Smashing Pumpkins tocarão no mesmo palco, e em sequência no festival Planeta Terra.

That's all, folks!

WHERE DO WE GO NOW?

Há tempos se discute os rumos que a música vai tomar nos próximos anos. Na verdade, não a música de modo geral, mas mais precisamente, o rock. Dos anos 2000 pra cá, muitas coisas boas surgiram, outras nem tanto.

O problema, é que as que se enquadram no "nem tanto", tem mais espaço na mídia. Televisão, rádios, revistas e afins. A internet não conta, porque cada usuário seleciona os conteúdos que quer ver, ou seja, você não é obrigado a ouvir Restart se não quiser. Isso deve explicar porque o número de pessoas conectadas à internet aumentou e o número de televisores ligados diminuiu.

Quando se pensava que não tinha mais onde ficar pior, vem a moda do colorido. O pior é que o modo com que os membros dessas bandas se vestem, influenciam o modo das pessoas se vestirem na rua. Não é mais tão incomum você sentir aquela dor nos olhos ao ver alguém com uma calça verde limão na rua.

Mas a questão não são as roupas. Afinal, calças coloridas não são exatamente uma novidade. O que a gente se pergunta é: E esse rock cada vez mais pop? Pop sim, no sentido ruim da coisa. Porque tem o lado bom também. Não é porque algo é pop, de popular, que é ruim. Os Beatles eram pop, os Rolling Stones eram pop.

O lado ruim, é que cada vez mais, as bandas tidas como rock, se assemelham mais à artistas como Lady GaGa e Backstreet Boys. Em algum momento, defendemos aquela teoria de que nada é tão ruim que não possa piorar. Por outro lado, consola lembrar de que todo movimento tem um fim, tudo é reciclado e pode-se começar tudo de novo. Ou será que o rock vai continuar sendo sustentado pelas bandas antigas que ainda estão em atividade?

Já imaginaram quão bom seria, se o rock se repaginasse depois dessa onda colorida, surgissem mais bandas de post-punk, por exemplo. Bandas influenciadas pelo Talking Heads, pelo Joy Division e pelo PIL. Não que não existam grupos com essas influências tocando em garagens ao redor do mundo. Existem. E o problema é justamente, elas continuarem tocando nos porões, nas garagens. Essas bandas, precisariam de mais espaço, a coisa deveria voltar a ser, como era no fim dos anos 70 e início dos 80.

Não precisava nem o estilo de vida das pessoas ser semelhante ao que vivia-se na época. Só o som. Só o som...

That's all, folks!

OFF POST

E aí galerinha bonitinha, amo vocês.

Ok, parando com a Fiukagem, quero avisar a vocês que leem essa chonga, que agora eu também tenho outro blog, onde falo sobre futebol. É o "Não pode, Cleber!", que tu pode acessar clicando no link a seguir: http://naopodecleber.blogspot.com

Caso vocês se interessem, passem lá. Comentem, xinguem muito no twitter. Aliás, pelo menos uma vez por semana vou deixar alguém fazer um post, pra falar sobre qualquer coisa, relacionada a futebol, claro.

Enfim, espero que vocês gostem.

P.S: Não, pra infelicidade geral da nação, eu não vou parar de falar de música nesse blog aqui.

That's all, folks!
 

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