THE BUTTERFLY EFFECT (EFEITO BORBOLETA)

Bom, apesar de "Efeito Borboleta" ser um filme relativamente antigo, muita gente ainda não o conhece, por mais estranho que isso possa parecer. Bem, se tu é um/uma fã da saga Crepúsculo e pretende assistir esse filme achando que é mais uma histórinha boba pra adolescente ver, vai cair do cavalo, até mesmo porque, o título é engana-trouxa.

Por quê? Explico: O filme "Efeito Borboleta" é inspirado na teoria do caos, onde está presente a teoria do efeito borboleta, que consiste no fato de acreditar que o simples bater das asas de uma borboleta influencia o curso natural das coisas, podendo causar um tufão do outro lado do mundo, por exemplo.

Então, não vá pensando que o filme tem história de amor, um cara que se apaixona por uma guria, mas por algum motivo não pode ficar com ela, e nem mesmo... borboletas.

Dito isto, vamos ao filme: Evan Treborn, interpretado por Ashton Kutcher, é um cara/criança/adolescente que tem um sério problema: Suas memórias somem em determinados momentos, dando a impressão que um certo intervalo de sua vida nunca foi vivida. O que torna o filme interessante, e até mesmo assustador em alguns momentos, é que tu tá assistindo uma cena comum e do nada, o cenário muda completamente e o rumo da história também, detalhe, sem nós, espectadores, entendermos direito o que aconteceu.

Inclusive, "Efeito Borboleta" é um filme um tanto quanto complicado, então volto a frisar, se tu é fã de Crepúsculo, nem perca seu tempo, tu não vai entender a moral do filme. Voltando ao enredo, alguns anos depois, já um jovem adulto, Evan descobre uma maneira de ver o que aconteceu nesses brancos de sua memória. E então vai descobrir que não se pode alterar o passado, sem modificar tudo que aconteceu no futuro. Tipo, alguém aí pensou em De Volta Pro Futuro?

Inclusive, se tu pegar a letra da música tema do filme, vai descobrir que os diretores não poderiam ter encontrado uma canção melhor do que essa. Qual? Stop Crying Your Heart Out, do Oasis. Tem uma parte, que diz algo como: "Você nunca mudará o que aconteceu e passou" que se encaixa perfeitamente ao enredo do filme, o que mais uma vez chega a ser no mínimo, intrigante.

No mais, é um ótimo filme de drama/suspense com uma pitada de ficção científica e que eu recomendo que tu assista; e não é só porque toca a música do Oasis no final.

That's all, folks!

COFFEE, TV AND MUSIC [LISTAS] 11

E conforme o prometido, depois das listas dos anos 2000, 1990 e 1980, finalmente chegamos aos que, são considerados por muitos como os anos mais produtivos da história da música, a década de 70. No mais, vamos ao que interessa, à lista das 50 melhores músicas.

01. Bohemian Rhapsody - Queen [A Night At The Opera, 1975]
02. Who Are You? - The Who [Who Are You?, 1978]
03. Let It Be - The Beatles [Let It Be, 1970]
04. Riders On The Storm - The Doors [L.A Woman, 1971]
05. Stairway To Heaven - Led Zeppelin [Led Zeppelin IV, 1971]
06. Wild Horses - The Rolling Stones [Sticky Fingers, 1971]
07. Shadowplay - Joy Division [Unknown Pleasures, 1979]
08. Dream On - Aerosmith [Aerosmith, 1973]
09. Anarchy In The U.K - Sex Pistols [Never Mind The Bollocks... Here's The Sex Pistols, 1976]
10. We Are The Champions - Queen [News Of The World, 1977]
11. Knockin'on Heaven's Door - Bob Dylan [Pat Gerrett & Billy The Kid, 1973]
12. Live And Let Die - Paul McCartney & Wings [Live And Let Die, 1973]
13. Have You Ever Seen The Rain? - Creedence Clearwater Revival [Pendulum, 1971]
14. Another Brick In The Wall - Pink Floyd [The Wall, 1979]
15. Don't Stop Til' You Get Enough - Michael Jackson [Off The Wall, 1979]
16. Hey Hey, My My (Out Of The Blue) - Neil Young & Crazy Horse [Rust Never Sleeps, 1979]
17. Only Women Bleed - Alice Cooper [Welcome To My Nightmare, 1975]
18. Sultans Of Swing - Dire Straits [Dire Straits, 1978]
19. Whole Lotta Rosie - AC/DC [Let There Be Rock, 1977]
20. Rock And Roll All Nite - Kiss [Dressed To Kill, 1975]
21. Rocket Man - Elton John [Honky Château, 1972]
22. Kashmir - Led Zeppelin [Psychal Graffiti, 1975]
23. Smoke On The Water - Deep Purple [Machine Head, 1972]
24. Imagine - John Lennon [Imagine, 1971]
25. Behind Blue Eyes - The Who [Who's Next?, 1971]
26. Don't Stop Me Now - Queen [Jazz, 1978]
27. Love Hurts - Nazareth [Hair Of The Dog, 1975]
28. Message In A Bottle - The Police [Regatta de Blanc, 1979]
29. Starman - David Bowie [...Ziggy Stardust And The Spiders From Mars, 1972]
30. Dancing Queen - ABBA [Arrival, 1976]
31. Bell Boy - The Who [Quadrophenia, 1973]
32. She's Lost Control - Joy Division [Unknown Pleasures, 1979]
33. Layla - Derek And The Dominos [Layla and Other Assorted Love Songs, 1971]
34. Hotel California - The Eagles [Hotel California, 1976]
35. Can't Get It Out Of My Head - Eletric Light Orchestra [Eldorado, 1974]
36. I Wanna Be Sedated - Ramones [Road to Ruin, 1979]
37. Dust In The Wind - Kansas [Point Of Know Return, 1979]
38. Cocaine - Eric Clapton [Slowhand, 1977]
39. White Riot - The Clash [The Clash, 1977]
40. Can't You Hear Me Knocking - The Rolling Stones [Sticky Fingers, 1971]
41. Baba O' Riley - The Who [Who's Next?, 1971]
42. Stayin' Alive - Bee Gees [Saturday Night Fever, 1977]
43. Killer Queen - Queen [Sheer Heart Attack, 1974]
44. Highway To Hell - AC/DC [Highway To Hell, 1979]
45. We Will Rock You - Queen [News Of The World, 1977]
46. Ziggy Stardust - David Bowie [...Ziggy Stardust And The Spiders From Mars, 1972]
47. American Pie - Don McLean [American Pie, 1971]
48. Rhinestone Cowboy - Glen Campbell [Rhinestone Cowboy, 1975]
49. The Battle of Evermore - Led Zeppelin [Led Zeppelin IV, 1971]
50. ABC - The Jackson's 5 [ABC, 1970]

E eu ainda preciso dizer que o Queen e o Led Zeppelin eram as bandas mais poderosas dos anos 70?

That's all, folks!

GOO GOO DOLLS

Tá aí uma banda que eu não ouvia há muito tempo, e por consequência, tinha esquecido o quanto eles eram bons. Errôneamente, eles já foram algumas vezes chamados de Bon Jovi mal feito, quando não é bem assim.

Ok, vamos admitir que as preferidas de ambas as bandas sejam as baladinhas e que os vocalistas chamem mais a atenção do público feminino, mas o som das duas não é necessariamente igual, embora o vocal quase rasgado porém suave sempre vai colocar um parâmetro para comparações.

Em relação às músicas, embora o Goo Goo Dolls seja caracterizado como uma banda de rock alternativo, canções como Everything You Are e Long Way Down tem uma pegada bem hard rock, fazendo até lembrar o Bon Jovi das antigas mesmo.

Porém, sem sombra de dúvida, o que cativa de fato as pessoas que ouvem a banda, independente de serem fãs ou não, são as baladas, sobretudo Let Love In, Here Is Gone, Black Balloon e Slide. Além, claro, das épicas Name e Iris.

Inclusive, pra quem não sabe... há uma relação entre essas músicas, pois num dia qualquer, alguns produtores do filme Cidade dos Anjos ouviram Name e gostaram tanto da música e da banda, que decidiram convidar Johnny e seus amigos para que eles fizessem uma canção para o filme.

Eles entregaram Iris, uma das melhores músicas que os anos 90 viram. No mais, o último disco da banda foi Here Is Gone de 2006, depois disso, foram lançadas duas compilações de grandes sucessos, os populares 'Greatest Hits' e um single em 2008, entitulado Real.

Mas ao que tudo indica, a banda ainda está em atividade, sendo assim, não custa esperar por algo novo vindo por aí agora em 2010 ou pro ano que vem.

That's all, folks!

DEPECHE MODE

A trajetória do Depeche Mode se inicia no começo dos anos 80, quando Martin Gore, responsável pelas guitarras e pelo sintetizador convida Andrew Fletcher, que era baixista e Vince Clarke que era tecladista e fazia programações eletrônicas para montar um grupo. No mesmo ano, David Gaham entra pra assumir os vocais.

Depois de uma participação em uma coletânea, o single "Just Can't Get Enough" invade as paradas de dança de todo o mundo. Vince deixa o grupo antes mesmo do lançamento do primeiro disco, Speak And Spell. Como trio, lançam A Broken Frame e partem para uma turnê pelos Estados Unidos. Já em 1993, entra Alan Wilder e então lançam o terceiro disco, Construction Time Again.

Em 1986, eles gravaram Black Celebration, no Hansa Stusios, em Berlin, Alemanha. O primeiro single é "Stripped" e eles embarcam para a sua maior turnê até então. Durante os shows, eles gravaram em Los Angeles o vídeo Question of Time.

Mal começa 1987 e Martin já conta com várias canções novas em demos. Decidem, então, trabalhar com o produtor Dave Bascombe e, escolhem dessa vez o estúdio Guillame Tell em Paris para gravar. O single de "Strangelove" é lançado na primavera e dava a indicação do amadurecimento que se ouviria em Music For The Masses.

Então, mais shows em estádios são agendados. O ano de 1989 vê o lançamento de 101, e você pensa que eles descansaram? Não. Logo agendaram um novo estúdio para mais um álbum. Durante sete semanas, o Logic Studios, em Milão na Itália foi palco de mais novas músicas. Mais uma sessão de gravações no Puk Studios, na Dinamarca onde o Music For The Masses foi mixado e no final de agosto, Violator que conta com o hit-mór Personal Jesus toma forma definitiva, pra ser lançada por volta do natal do mesmo ano.

A turnê de Violator foi um pouco mais compacta do que a de The Masses Tour, mas mesmo assim eles tocaram no Giants Stadium, em Nova York pela primeira vez e também no Dodgers Stadium em Los Angeles. A boa aceitação do album permitiu o lançamento de um terceiro single, desta vez para "Policy Of Truth". Voltam para o país natal para fechar a turnê, com noites no Wembley e Birmingham NEC.

O ano de 1991 foi usado para reflexão, afinal, três dos integrantes do grupo tiveram filhos. Flood mais uma vez estava na produção e dessa vez, trouxe uma idéia diferente para as novas gravações. Eles alugaram uma vila no subúrbio de Madrid e construiram (ainda que temporário), o próprio estúdio. Em fevereiro de 92, todos se mudaram para a Espanha. Em agosto do mesmo ano, eles voltariam para um estúdio tradicional, e foi na Alemanha que Songs of Faith and Devotion foi concebido.

Dois estúdios foram agendados em Londres e enquanto Mark "spike" Stent mixava no andar superior, a banda continuava gravando no inferior. Em janeiro de 93, eles voltam pra Los Angeles para gravar o vídeo de "I Feel You". A turnê, mais uma vez é sucesso e no mesmo tapa são lançados os singles de "Condemnation" e "In Your Room".

Em 1994, a banda ainda estava na Devotional Tour e finalmente fizeram shows na e aqui na África do Sul e aqui na América do Sul também. Ainda no mesmo ano, depois de mais de 10 anos juntos, Alan Wilder decide deixar o grupo e um pronunciamento é feito no dia primeiro de junho.

No final de 1995, os integrantes remanescentes entrariam mais uma vez em estúdio para gravar um novo disco. As gravaçoes se arrastaram por 1996 e o estilo se desvirtuou do original. Em 1997 então, sai Ultra e mais dois singles: "Barrel of a Gun" e "It's No Good". Mesmo com a decisão de não sair em turnê, o disco vende horrores e mais dois singles são lançados, "Home" e "Useless".

Nos dois anos seguintes, sairam duas coletâneas, cobrindo a gloriosa carreira do Depeche Mode, que depois disso ainda teve mais três discos lançados entre 2001 e 2009, sendo eles: Exciter, em 2001 mesmo, Playing The Angel quatro anos depois, e o bem recebido Sounds Of The Universe que trás algumas faixas bem sombrias, tal qual o primeiro single do disco, "Wrong", além dos outros singles do mesmo disco, que são "Peace", "Perfect" e "Fragile Tension/Hole To Feed", aí, no mais, é esperar pra ver um disco ao vivo, um dvd e afins.

That's all, folks!

PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE CARNAVAL...

Mais rápido do que um raio, logo terminou a apuração do desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, já estoy aqui, como diria a Shakira. Bom, como as informações voam, todos já devem saber que quem levou o caneco pra casa esse ano foi a Unidos da Tijuca, que depois de mais de setenta anos, finalmente ganhou o carnaval de novo.

Agora, o engraçado do Carnaval, não os de rua, como os de Salvador, Recife, Olinda e afins, que se caracterizam por trios elétricos, música horrenda e um cheiro de mijo insuportável, mas os badalados carnavais de São Paulo e mais ainda do Rio, são os jurados, julgadores ou como queiram chamar os caras que dão as notas.

Alguns deles tem cara de gente rica, que mora na zona sul e não entende nada de carnaval. Inclusive, onde o Bruno Chateaubriand (tá certo?) entende de alguma coisa, ainda mais algo que é tão povão quanto o carnaval?

Já em São Paulo, a lógica é a seguinte: Gaviões da Fiel é a escola ligada ao Corinthians, já a Mancha Verde e a Camisa Verde e Branco são as escolas ligadas ao Palmeiras, certo? Aí vocês me perguntam, mas qual é a escola ligada ao São Paulo? Mocidade Alegre. Elementar, não?

No mais, todo carnaval é a mesma coisa, é a mesma putaria, milhares de crianças são concebidas, milhares de pessoas contraem doenças sexualmente transmissíveis e outros tantos dão entradas em hospitais por coma alcoólico e overdose, seja de qual droga for. No mais, o post foi só pra não dizer que não falei de carnaval mesmo.

E antes que eu feche o post, só quero dizer que achei um lu-xo a Record tocando o foda-se pro povo brasileiro e mostrando as provas de Patinação Artística, com tango, solos de piano e tudo mais, enquanto a Globo mostrava a apuração do carnaval com a Glenda Koslowski e o Haroldo Costa doidão de ácido. Afinal, Patinação Artística é o esporte mais popular do Brasil, né gente?

That's all, folks!

COFFEE, TV AND MUSIC [LISTAS] 10

Bom, tu (e mais umas quatro pessoas) que devem acessar esse blog com certa frequência, já devem ter visto as listas das melhores músicas da década de 2000 e da de 90 também. Pois agora é a vez daquela que é pra muitos a melhor, ou ao menos, uma das melhores décadas que a música já teve, os famosos anos 80. Sendo assim, chega de rodeios e vamos às melhores músicas da década que foi marcada ora pelas baterias sintetizadas ou pelos cabelos carregados de laquê e calças de zebrinha.

01. Smooth Criminal - Michael Jackson [Bad, 1987]
02. Blue Monday - New Order [Single, 1983]
03. I Want To Break Free - Queen [The Works, 1984]
04. Take On Me - A-Ha [Hunting High And Low, 1985]
05. Welcome To The Jungle - Guns N' Roses [Appetite For Destruction, 1987]
06. Everybody Wants To Rule The World - Tears For Fears [Songs From The Big Chair, 1985]
07. Save A Prayer - Duran Duran [Rio, 1982]
08. How Soon Is Now? - The Smiths [Meat Is Murder, 1985]
09. Still Loving You - Scorpions [Love At First Sting, 1984]
10. Love Will Tears Us Apart - Joy Division [Substance, 1988]
11. Livin'on A Prayer - Bon Jovi [Slippery When Wet, 1986]
12. Janie's Got A Gun - Aerosmith [Pump, 1989]
13. Like A Virgin - Madonna [Like A Virgin, 1984]
14. Personal Jesus - Depeche Mode [Violator, 1989]
15. She Bangs The Drums - The Stone Roses [The Stone Roses, 1989]
16. The Number Of The Beast - Iron Maiden [The Number Of The Beast, 1983]
17. Overkill - Men At Work [Cargo, 1983]
18. Thriller - Michael Jackson [Thriller, 1983]
19. Sweet Child O' Mine - Guns N' Roses [Appetite For Destruction, 1987]
20. Stay - Oingo Boingo [Dead Man's Party, 1985]
21. This Is Not A Love Song - Public Image Ltd. [Single, 1983]
22. Fuck Tha Police - N.W.A [Straight Outta Comption, 1988]
23. Bastards Of Young - The Replacements [Tim, 1985]
24. I Will Follow - U2 [Boy, 1980]
25. Beat It - Michael Jackson [Thriller, 1983]
26. Under Pressure - Queen Feat. David Bowie [Hot Space, 1982]
27. Head Like A Hole - Nine Inch Nails [Pretty Hate Machine, 1989]
28. Every Breath You Take - The Police [Synchronicity, 1983]
29. Jump - Van Halen [1984, 1984]*
30. Paradise City - Guns N' Roses [Appetite For Destruction, 1987]
31. Love Song - The Cure [Disintegration, 1989]
32. Every Rose Has Its Thorn - Poison [Open Up And Say... Ahh!, 1988]
33. Bizarre Love Triangle - New Order [Brotherhood, 1986]
34. Billie Jean - Michael Jackson [Thriller, 1983]
35. I Love Rock N' Roll - Joan Jett And The Blackhears [I Love Rock N' Roll, 1982]
36. Attitude - The Misfits [Static Age, 1980]
37. Eyes Without A Face - Billy Idol [Rebel Yell, 1984]
38. You Give Love A Bad Name - Bon Jovi [Slippery When Wet, 1986]
39. Against All Odds - Phil Collins [Against All Odds, 1984]
40. Bad - Michael Jackson [Bad, 1987]
41. Back In Black - AC/DC [Back In Black, 1980]
42. Patience - Guns N' Roses [Lies, 1988]
43. Rock The Casbah - The Clash [Combat Rock, 1982]
44. Bad Medicine - Bon Jovi [New Jersey, 1988]
45. A Kind Of Magic - Queen [A Kind Of Magic, 1986]
46. Don't Get Me Wrong - The Pretenders [Get Close, 1986]
47. If Looks Could Kill - Heart [Heart, 1985]
48. The Final Countdown - Europe [Europe, 1986]
49. Only Time Will Tell - Asia [Asia, 1982]
50. Carrie - Europe [Europe, 1986]

Sim, há artistas repetidos na lista. O que ocorre, é que nos anos 80 as bandas faziam mais do que apenas um hit, às vezes, no mesmo disco. Se não concorda, comenta.

E quanto ao asterisco vermelho na música do Van Halen, é que o disco lançado em 1984 pela banda se chama... pasme, 1984.

That's all, folks!

ANBERLIN

Tá aí uma banda que nem todo mundo conhece, que apesar de fazer um som de fácil assimilação ao emocore, assim como o Taking Back Sunday, é cultuada por um povo mais alternativo.

E assim como a banda liderada por Adam Lazzara, o Anberlin, apesar de possuir canções bem radiofônicas, por sorte, deles e dos fãs, não caiu no gosto dos emoxinhos.

Ao contrário de outras bandas que apareceram na mesma cena, na mesma época, o Anberlin é uma banda diferenciada, a começar pelo vocal, que não é aquela coisa, ou gritada, ou voz de menina alegre, o vocal soa meio Morrissey, só que como se ele tivesse 23 anos.

As melodias também, são mais compassadas e tu pode ouvir com calma e atenção todos os instrumentos presentes nas canções. Aliás, hoje eu vou te contar um pouco mais sobre o debut-album dos caras, o Blueprints For The Black Market, que foi lançado em 6 de maio de 2003, em meio ao crescimento de bandas como o My Chemical Romance, que lançaria um de seus discos mais aclamados um ano depois, o Good Charlotte que tinha tudo pra vingar, mas não vingou; e a banda mais bombada da época, o Simple Plan.

O disco começa com Ready Fuels que tem uma guitarra rápida no começo e quando os versos entram, o clichê desse tipo de rock, guitarra abafada, bateria rápida e o vocal. Já Foreign Language é sem sombra de dúvida, uma das melhores faixas do album. Aliás, uma curiosidade sobre o Anberlin é que eles são uma das maiores influências da maior banda brasileira da atualidade, a Fresno, que inclusive, vai abrir os shows que os caras vão fazer por aqui.

Um pouco dessa "influência" tem a ver com a faixa anteriormente citada, uma vez que a guitarra da introdução de Onde Está, um dos maiores hits da banda gaúcha é quase idêntico à Foreign Language.

Outro grande destaque desse disco é a faixa 4, Cold War Transmissions, que se caracteriza pelo seu peso e velocidade no começo. Depois, clichê, igual à faixa que abre o disco, guitarra abafada vocal e em seguida, refrão com notas bem abertas.

O próximo ponto de parada e que requer bastante atenção no album é Autobahn, faixa 7, que faz o peso do disco cair bastante e tem um começo mais doce, com a bateria mais suave, violão base e um sintetizador.

Pulamos então para a faixa 9, e mais uma música que serviu de inspiração pra banda que vai abrir os shows deles por aqui. Cadence, que teve o seu riff base convertido em Quebre As Correntes. A música em sí, levanta, por hora, o peso do disco.

E por ironia do destino, a melhor música do disco é um cover, de uma grande banda, inclusive. Trata-se de Love Song, que originalmente é do The Cure. Salvo algumas diferenças aqui, como as guitarras distorcidas, a velocidade em que a música é tocada e ao invés do órgão, um piano é tocado como ponte entre o primeiro e o segundo verso. A versão original tu pode conferir clicando no link a seguir: The Cure - Love Song.

Pra fechar, Naive Orleans, que é uma das músicas mais conhecidas dos caras, e não deixa de ser, uma das melhores do disco. Aqui, ela já soa mais algo como Taking Back Sunday, sobretudo nos discos de 2004 pra cá.

No mais, baixa lá, não é nada de extraordinário ou diferente de tudo o que tu já viu, mas é um bom debut-album de uma boa banda que evoluiu muito, diga-se de passagem, do primeiro disco até hoje.

That's all, folks!
 

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